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segunda-feira, maio 30, 2005

 

De volta

Está de novo tudo de pé e operacional. Há duas semanas que não ouvia estas teclas, e agora soam-me demasiado alto. E a ventoinha do processador, ouço-o como se nunca tivesse tido um computador antes. Nunca tinha reparado que nunca tinha reparado tanto neste zumbido. Se quase sempre me esquecia dele, agora não é menos presente que um som estranho.
Duas semanas foi, que me lembre (o que não dá muita segurança), o maior periodo de tempo que estive sem computador, desde que tenho computador. Alguém fala comigo no Messenger e reparo que uso o uma letra escura, em bold. É quase anormal.
Estar de volta não é bom nem é mau. Há coisas boas e coisas más por aqui, e há coisas boas e más em estar desligado.
Foi bom ler mais e tocar mais. Foi mau ter trabalhos para fazer com condições desafavoráveis. Andar com USB Pens para trás e para a frente, usar os computadores da escola... Foi bom ouvir menos música, foi mau não poder ver os transportes dos transportes públicos a qualquer momento. Foi mau perder visitas mas bom não me preocupar assim tanto com isso.
Claro que, tendo que diferenciar, estar online não é melhor que estar offline. Tudo o que há de bom é, de certo modo, dispensável. E a internet é mais fácil. O meu estado Internet é bastante menos produtivo, menos saudável, menos activo. É bom deitar-me cedo, beber mais chá, jogar menos Phantasy Star Online.
Está a dar o Quatro Casamentos e Um Funeral na TV, e é o meu filme sentimento-romantico preferido.
Isto de beber chá é quase sempre uma mania de ser alternativo e diferente. Não percebo porque ganhou o chá essa significância injustificável. Mas o único chá que bebo é de caramelo, com 6 colheres de açucar. É extremamente doce e bebo-o por esse motivo - o mesmo que me leva a comer meio quilo de gomas de seguida e uma lata inteira de leite condensado à colher. De chá, chá mesmo, ou de qualquer chá, realmente não gosto.
Não ouvi rádio durante estes 15 dias sem computador. Nunca ouço rádio.
Todas as ideias que ao longo destas duas semanas tive para escrever aqui quando pudesse, esqueci completamente. Esperava isto. São duas da manhã e estou aqui sentado, acordado, o que significa que estou realmente de volta. E isto, por exemplo, não é nada bom.
Bolas.

sábado, maio 21, 2005

 

Ainda

Ainda sem computador...
Ainda a pensar em Star Wars...

terça-feira, maio 17, 2005

 

Devido a problemas técnicos do género de o computador estalar e deixar de funcionar, vou estar ausente durante uns 2 ou 3 dias, no mínimo. Obviamente a média de visitas diária vai baixar de 800 para 8.
Sorte de quem não gosta de Star Wars, I guess.

segunda-feira, maio 16, 2005

 

Sapiência Skywalker

Luke Skywalker tinha razão, sempre havia qualquer coisa de bom no fundo do coração do pai, Darth Vader. Afinal, mesmo estando separados durante toda a vida, há sempre algo que liga o pai e o filho, e ninguém sabe melhor que o filho quando o pai ainda guardou um pedaço do seu coração a salvo do dark side of the force. Não devíamos nunca duvidar de uma afirmação que lida com essa ligação espiritual entre aqueles do mesmo sangue.
Para quem não sabe, Anakin Skywalker, aka Darth Vader, antes de morrer, aproveitava todos os domingos para não matar um almirante da Death Star e ir enterter as crianças orfãs em Coruscant.

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"Uncle Vader brought me a dolly"

domingo, maio 15, 2005

 

Breve aviso:

De hoje até à próxima sexta-feira, dia 19, e possivelmente mais uns dias, este blog estará incessantemente sob a influência do meu fanatismo (embora amador) por Star Wars. É possível que até lá todos os posts sejam sobre a saga - portanto se isto desagrada a alguém, alguém que volte daqui a uns dias.

 

How Jedi are you?


 

Hoje, naquilo que eu chamo tempo relativo.

Porque como já passa da meia noite, isto seria "ontem". Em tempo absoluto.

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quinta-feira, maio 12, 2005

 

Lotaria genética

A aparência condiciona muito a condição social, embora toda a gente se gabe imenso de dar valor ao essencial e "o que interessa é o que temos cá dentro, claro que era capaz de namorar com alguém horrível, desde que fosse belo por dentro e eu o amasse". E digo isto na voz de rapariga porque soa melhor - elas são mais assim e nesse aspecto os homens são muito mais sinceros quando mandam piropos nojentos e seguem um rabo ou um decote com o olhar. Por mais que pareça repulsivo, é uma atitude muito mais honesta que querer conhecer um tipo só porque ele é giro, trocar nomes (que não é, nem de perto, conhecer alguém), conhecerem-se uma noite, curtirem, ou um namoro que acaba 3 semanas depois embora tenha começado com promessas de amor eterno. Pelo menos o piropo é uma afirmação despretensiosa de "Tens um bom corpo, e dava-te uma grande foda independentemente de quem és realmente. Mas o teu cu é fantástico e já estou a fantasiar contigo nua. Gostava de ter sexo contigo e não te vou dizer que te amo. Só que és mesmo, mesmo sexy". Sem pretensões. É definitivamente mais sincero que querer conhecer um gajo porque ele tem boa aparência.

Isto era para ser um post sobre solidão e como o social ainda encoraja mais a atitude arrogante mas defensiva de quem não tem ninguém e, supostamente, não se devia dar ao luxo de ser arrogante. Fica para amanhã.

terça-feira, maio 10, 2005

 

Sobre o "ouvível"

É como o som. Isto que estamos habituados a chamar som não é bem algo assim tão independente e objectivo. De facto, o que passa de mim para os outros quando falo, é só ar a vibrar. É isso que nos chega aos ouvidos. O resto, penso, é posterior (daí que sem ar - cosmos - não haja som).
No fundo, o mundo é extremamente silencioso. Irónico.

segunda-feira, maio 09, 2005

 

Bebo chá de caramelo e baunilha, ou só de caramelo.

 

Sobre o visível

É muito natural que se questione a realidade visível. A meu ver, é a mais questionável. Porque se olhar para o sol, vejo que ele anda à volta da terra. E as estrelas no céu, algumas já não existem mas continuamos a vê-las. Este exemplo é especialmente bom para explicar o último post. Só vemos estrelas que já não existem porque elas estão a muitos anos-luz de distância, o que significa que a luz que elas emitem só chega aos nossos olhos muitos anos depois de ter sido emitida. Ou seja, se uma estrela a 10 anos-luz de distância explodisse, nós só veríamos essa explosão 10 anos depois, quando a luz chegasse aos nossos olhos.
Quando digo que os olhos só vêm luz e que não vemos nada do mundo, estou a ser muito real, não é um devaneio poético. Quando está escuro não vemos nada, mas as coisas existem. Na verdade, não vemos directamente as coisas mas a luz que elas reflectem.
E a cor, também não é uma propriedade exclusiva das coisas. Uma laranja é cor-de-laranja porque a luz que incide nela contém a cor laranja (a luz branca, solar, contém todas as cores), que pode ser reflectida (pela laranja) até aos nossos olhos. Se fizermos incidir luz azul, a laranja teria uma cor escura, senão preta.
Questionar a realidade visível não é realmente nada inatural, nada rebuscado.

sexta-feira, maio 06, 2005

 

Nunca viste

O que é que pensas que já viste? Isso no teu monitor, pequenas lampadas de diferentes cores, diferentes comprimentos de onda, uma cor por pixel. É um monte de zeros e uns.
E que achas que vês com os olhos? Os prédios, um jardim, o sol, pessoas? Tudo o que os teus olhos vêm é luz. Tivéssemos de repente uma iluminação diferente e verias tudo mudado, um desenho mal pintado por uma criança. Cores fora de sítio, algumas que hoje nem consegues imaginar.
Nunca viste é nada do mundo.

quinta-feira, maio 05, 2005

 

Manifesto Anti-Apartheid (beats me...)

Hoje passei a aula de Análise Social Escrita Creativa a escrever um conto/jogo com O SÉRGIO (não sabem quem é mas ele odiou o anonimato da expressão "este gajo" de modo que vim aqui por o nome dele). É coisa velha, todos conhecem, o primeiro escreve umas cinco linhas e depois dobra a folha de modo a que só se veja a última linha. Partindo dessa linha visível, o outro escreve mais cinco linhas imaginando o que quer, e volta a fazer o procedimento da folha (5 ou mais ou menos linhas...). No fim sai qualquer coisa de engraçado, se estiverem em jogo duas pessoas com o mínimo de imaginação. Isto foi o que saiu da minha aula de Análise Social Escrita Creativa (que é a aula que tenho logo após a aula de Economia Chinês).
Para facilitar, o que ele escreveu aparece em cor de vinho tinto, e as frases visíveis a itálico.

Ao chegar ao quarto, a porta arrombada era só por si um indício de qualquer evento incomum. O cenário que o esperava lá dentro, ele já o conhecia: um corpo nu, género feminino, coberto de cortes. Marcas de estrangulamento e um lençol ensanguentado.
Foi então que a mãe do João entrou na sala. Reparou nas marcas e assustou-se.
- Que aconteceu? - Perguntou ela.
- Só quero ir para casa da Joana tocar piano.
E então ele premiu o gatilho. O projéctil atravessou-lhe o crânio e saiu pela nuca, arrastando consigo pedaços de cérebro viscosos, que cortaram o ar numa fracção de segundo.
- Sua puta! - Disse ainda. A sua raiva era tanta que até insultava o cadáver.
Um barulho alertou-o. Virou-se e viu um vizinho que, ao passar pela porta deixada aberta, vira tudo e gritava "POLICIA!!". Tinha que agir rápido. Saltou pela janela e, entre vidro estilhaçado, accionou os retropropulsores e voou de volta para a nave.
- João! - Chamou a mãe - Não te esqueças dos chinelos!
-Estão nas minhas gavetas.
E a nave voou para longe, a uma velocidade de anos-luz.
A mãe chorou a partida do filho. Debruçou-se sobre o banco no quintal e chorou, de joelhos, na relva. De súbito uma luz intensa surgiu por trás da casa, do outro lado. Ela correu em sua direcção, algo havia aterrado no seu quintal. Era uma enorme nave em forma de pénis, o que era provavelmente mais um dos estranhos caprichos da sua esposa. Os amigos tinham-no avisado inúmeras vezes: "Divorcia-te dela pá! É maluca! Olha bem para a tua figura!" E tinham razão. Desde que se casara com ela que se submetia aos caprichos mais ridículos. Antes da nave de forma fálica, usara no emprego um chapéu em forma de vagina descaradamente aberta, e ficou conhecido como "Coninhas" desde então.
É um meio dia aceso, na iluminada parte oriental da cidade de Konasberg.
- Estes chapéus aqui, são muito balatos - grunhiu o transformista luso-japonês brandindo um chapéu em forma de vagina em frente à cara de um freguês - Góto muito destes malavilhosos chapéus.
- Isso tem direitos de autor - exclamou alguém do outro lado da rua. Era o Coninhas. E agora, ele era uma mulher.
- Direitos de autor? O que é que quer dizer com isso?
- Isso que você fez aí! Lamento mas terá que pagar.
Espantado, respondeu:
- Mas, minha senhoram acabei de fazer um cagalhão na relva. Como pode isso ter direitos de autor?
Ela, Coninhas, subitamente séria, aproxima-se com passos lentos e diz com uma gravidade mórbida:
- Você não sabe? Fomos invadidos por bactérias alienígenas que habitam o ar que respiramos, e quando reagem com merda humana libertam uma toxina imediatamente mortal!
Dito isto, ambos caíram no chão. Inertes, mortos.
E deste maravilhoso conto que presenciei, tiram-se as mais variadas elações. Sexo, crime e perversão inundam todas e quaisquer perspectivas moralistas que poderiam tentar analisar esta história. Mas a única mensagem que se pode tirar disto tudo é: os anões gostam de mulheres mais baixas.

- F I M -

terça-feira, maio 03, 2005

 

Escrever

Escrever é uma treta. (Tão facilmente é algo de pretensioso que já me confunde.)
Estou aqui a beber o meu chá, e isso sim é verdade.

segunda-feira, maio 02, 2005

 

Googling

Últimas pesquisas feitas em motores conhecidos (Google, Yahoo, MSN...) entre cujos resultados vinha este blog:
(um por linha)

como ser um autentico emo
musicas com 14 minutos não consigo ouvir
casacos de frio
vida de michael jackson
tipos de músicas que falem do futuro
'músicas que falem sobre a tecnologia'
videos de rir
escrever a tinta vermelha
o que é ifen
caçador furtivo
carapaus
imagens das plásticas de michael jackson
frases dedicadas ao benfica
caso "má liderança"
fazer máscaras
o que é metro?

Não me perguntem, também fiquei com essa cara.

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