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sábado, outubro 30, 2004

 

O metro, aquele autêntico limbo...

Não é por acaso que os túneis do metro (túneis, e não as paragens) são escuros e não se vê a ponta de um corno lá para dentro. Para mim é óbvio: o metropolitano atravessa constantemente uma espécie de realidade alternativa e paralela à nossa em que as regras regentes do espaço e, consecutivamente, tempo não são as mesmas. Já viram Stargate? Bom, para os entendidos basta dizer que o metro de Lisboa viaja através de wormholes.
A verdade é que viajo do colégio militar até entrecampos e não sei de que direcção vim. Apanho o metro até ao oriente e nem sei a que distância estou de entrecampos.
Ou talvez seja eu que tenho muito mau sentido de orientação... nahh!
Mas porquê o custo dos portais inter-dimensionais em vez de um caminho de ferro com alimentação eléctrica que circulasse sob a cidade? Bom, o governo tem sempre outros propósitos ocultos...

Eles querem-nos transformar em autómatos, servos sem consciência.
XP

 

É como...

... ouvir Billie Holliday no altifalantes do metro de Lisboa. Para não me deixar encher do silêncio das caras carrancudas. (O metro, aquele autêntico limbo...)

sexta-feira, outubro 29, 2004

 

Respect

No mar de vozes que flutuam pelo Colombo, só se distinguia a voz de Aretha Franklin que descia dos altifalantes. Nem a música nem o ritmo escapavam ao mar de vozes que o povo largava para o ar, como balões de hélio. Mas a voz, sobreposta a tudo...

What you want
Baby i got...

terça-feira, outubro 26, 2004

 

Inércia

A inércia explica muitos dos movimentos dos corpos no nosso dia-a-dia. Explica, por exemplo, os meus movimentos. Quando estou em movimento quero mover-me, manter o movimento. Quando estou parado quero ficar parado. E neste momento estou parado. Em vários aspectos.

segunda-feira, outubro 25, 2004

 

Arte significante

Para apreciar algo, não é preciso encontrar o seu significado intelectual submerso. Os artistas esquecem-se disso, os apreciadores também. Há coisas que são só bonitas, agradáveis à vista, e é esse o seu valor. Não significam nada interpretativo - são simplesmente bonitas. Eu gosto de coisas bonitas.

domingo, outubro 24, 2004

 

Comemorando as mil

Para festejar as mil visitas, decidi citar uma música:

On our friends setee
She told me that she really liked me
And I said "cool, the felling's mutual"
We played old 45's

I said "it's like the soundtrack to our lives"
And she said "true, it's not unusual"

The Divine Comedy - Our Mutual Friend

Não tem nada a ver com as visitas. É só uma música bonita.

terça-feira, outubro 19, 2004

 

reYes

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Menos 172 segundos que daquela vez...

domingo, outubro 17, 2004

 

Que esperar do Público?

Voltando aos jornais: felizmente, nem tudo é política. Por exemplo, no Público de hoje, a secção destaque (3 primeiras páginas) são inteiramente dedicadas ao Benfica-Porto. Há duas coisas escusadas aqui:

1. O Público não é o Record. O Público não é a Bola. A Bola é a Bola e o Record é o Record. Por sua vez, o Público é o Público. Quando eu compro o Público estou a declarar que não me interesseo mais pelo conteúdo do Record ou A Bola que pelo conteúdo do Público portanto é chato ler que o destaque do dia é conteúdo digno de um jornal desportivo. Mais: o próprio Público tem uma secção de desporto.

2. O ponto 1 não é de todo responsabilidade do jornal. A verdade é que o que mais se destaca hoje em todo o panorama nacional é o Benfica-Porto. Isto é um pouco lamentável: é só um jogo! Será que mais nada ocupa a mente e o entusiasmo dos portgueses?

Ser de um clube e deixar-se mover por isso é um assunto que me impressiona (de variadas formas negativas). Um desabafo que fica para breve.



Mais uma vez: dêem-me (?) nas orelhas se preciso.

sábado, outubro 16, 2004

 

Cansaço

=)
Hum...

 

Ídolos

Uma das coisas que faz o Ídolos interessante, é a minha televisão cortar alguns milímetros da imagem em baixo. Geralmente isto não faz diferença, não provoca qualquer dano no conteúdo transmitido, até porque as legendas não estão assim tão em baixo no ecrã. Mas desde que apareceram aquelas barras onde passam SMSs em tempo real, a coisa mudou. Por exemplo: corta as cedilhas aos Çs.
Isto faz o programa Ídolos muito mais divertido:
"Forca Inês! Tamos contigo"
"Quero desejar forca para o Nuno és o maior!"

sexta-feira, outubro 15, 2004

 

Questão do dia:

Se é para funcionar assim tão mal, valerá a pena funcionar de todo?

quinta-feira, outubro 14, 2004

 

Onde o bom do sol senão saíndo de entre as nuvens de um dia cinzento?

quarta-feira, outubro 13, 2004

 

Há palavras bonitas para dizer coisas feias.

segunda-feira, outubro 11, 2004

 

Ultimas entradas no blogue a partir de motores de pesquisa:

Maior parte são variações das mesma palavras: "deus minha vida", "minha vida com deus", "minha vida académica". Ainda na classe da religião temos "testemunhas de jeová". Muitos levam ao blogue antigo (não sei como partem de lá até aqui): "inventou o sexo Ferreira", "raiva furiosa", "meu senhorio". Alguém que procurou textos descritivos sobre "comboio carruagem bancos corredor", sobre "sons de chuva vento trovoada", e algo do "mundo da imaginação". De algum modo, este blogue é uma das primeiras escolhas do motor da MSN para "adolescência" assim como para "dedadas digitais" (claramente brasileiro). Menos percebo ainda porque é que o google aponta o meu blogue quando se fala de "piores cheiros do mundo" e de "alexandre verga"...

 

Perder comboios: entender subitamente que o fluir da vida dança sem nós. Dizerem-nos na cara que o mundo não espera.

domingo, outubro 10, 2004

 

Tempo: o vilão.

O que me chateia no tempo é que seja totalmente independente de mim. É mais ou menos o mesmo que me chateia nas pessoas - o tempo é demasiado importante para mim, e eu sou nada para ele. Se eu precisar, o tempo não espera por mim: a minha urgência é irrelevante, e não interessa o quanto eu precise de tempo, o tempo não precisa de mim. Nem de ninguém, é o maior vilão de todos os tempos: frio e implacável, sem remorsos nem misericórdia. Pior que o Exterminador Implacável, pior que HAL, pior que a enfermeira Ratched.
Para mim é aflitivo que o tempo não ceda e não pare, que avance por cima da vida que vamos construindo no seu leito sem termos nunca uma segunda oportunidade. O que está feito, está feito e não vale a pena contar com o tempo para nos ajudar. "Se querias ter feito melhor, se queres uma segunda oportunidade... bom, então vai sentar-te e chora. Porque o que perdeste já está perdido. E o que desperdiçaste já está desperdiçado." É isto que o tempo nos diz, e diz-nos na cara, com indiferença e crueldade. Diz-nos isto sempre que nos arrependemos, diz-nos isto quando pensámos o quando podíamos ter aproveitado melhor o dia. A mim ensina-me isto sempre que relembro uma má memória.

sexta-feira, outubro 08, 2004

 

Um bom presente (segunda parte)

E como fazer boas memórias? Viver bons momentos. Evitar a má disposição sempre que possível, lembrar-me constantemente que se um dia me lembrar de alguma vez ter estado chateado, não poderei voltar atrás. Vou lamentar não ter aceite as coisas de outra forma, de não ter sido mais positivo, de não ter tentado esquecer um ou outro detalhe que afinal não eram motivo para destruir o meu estado de espírito. Consciente que o tempo não volta nem perdoa, que todo o desperdício é definitivo, cada memória má me vai doer. Um tipo de dor que eu quero à força evitar.
Ter um bom futuro por relembrar um bom passado. Garantir um bom passado vivendo um bom presente. Viver um bom presente para ter um bom futuro.
Toda a vida é um fruto do presente.

 

No presente fazemos todas as nossas memórias, que deixamos para trás no mesmo momento, e que mais tarde lembramos. Com prazer ou com angústia.
Um conselho: fazer boas memórias. Fazer um bom passado é fazer um bom futuro. E ambos se fazem no presente.

quarta-feira, outubro 06, 2004

 

Sobre aquele autocarro

Passei uma hora (e pouco mais) de viagem a admirar a destreza e precisão do condutor do autocarro. Façam a viagem de Azeitão até Setúbal: vale a pena ver o motorista fazer o autocarro atravessar, em curva, ruas pouco mais estreitas que o próprio veículo.
Portanto passei uma hora a tentar perceber o esquema de forças, representadas na minha mente em vectores, que contribuem para cada curva do autocarro. Mais especificamente: ... ora sei lá como dizer isto em palavras certeiras. Digamos que me interessou a relação entre o corpo do autocarro e o seu movimento (relacionado com a direcção de um vector resultante da soma de outras forças). Terei gosto em desenhar isto amanhã.
Não digo que estou certo, claro.

terça-feira, outubro 05, 2004

 

Vontade

Tenho tido ideias, umas sobre os homens e outras sobre física, umas sobre contemplar e outras sobre solidão. Tenho tido ideias que quero escrever, tenho tido ideias que surgem já quase feitas em palavras, textos que se escrevem sozinhos mesmo antes de eu os passar para a folha.
Independentemente disso, a vontade que tenho é de chegar aqui e de escrever qualquer coisa rápida. Como isto.

segunda-feira, outubro 04, 2004

 

3.14159265358979323846264338327950288...

a = pi . r²

(a = area da circunferência
r = raio da circunferência)

logo...

pi = a/r²

Numa circunferência, o valores de a e r são directamente proporcionais. Assim, na conta acima, o valir de Pi será sempre constante (3.1415926535897932384626433832795028841971693993...).
É daqui que vem o valor de Pi.
Nunca me disseram isto na escola. Uma coisa tão simples. Ao longo dos anos fiquei sempre com uma curiosidade imensa em relação a várias fórmulas tanto da matemática como da física, porque nunca me explicaram estas coisas simples.

Isto pode perfeitamente estar errado.

sábado, outubro 02, 2004

 

rh

Just 'cuz you feel it, it doesn't mean it's there

 

"De facto, nada nos é mais lamentável do que vermos a beleza atingida pelo bafo putrefaciente da devassidão. Menos mal se a fealdade se aliasse a ela, mas a beleza, a suave beleza... essa, nos nossos pensamentos funde-se apenas com a castidade e a pureza."

Nikolai Gogól in Avenida Névski

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