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terça-feira, agosto 30, 2005

 

Há coisas mesmo típicas de certos grupos de pessoas. Como o facto de os velhos usarem muito os provérbios populares. E palavras como "jeitosinho". Faz pensar que somos máquinas que, depois de certa idade, activam o "old-people-vocabulary mode" automaticamente e lá estamos nós a dizer as coisas que durante a nossa juventude ouvimos os velhos dizer.
Isto pode ser mal visto mas não gosto de velhos. Acho a velhice nojenta e às vezes penso que não gostaria de viver até lá.
Tenho de voltar a isto.

segunda-feira, agosto 29, 2005

 

O Mundo Odeia-me

Todas as pessoas que conheço e que moram em prédios sem elevador, moram no último andar (que invariavelmente é o terceiro).

domingo, agosto 28, 2005

 

Hoje,

Os homens são uns burros e as mulheres são umas cabras.

quinta-feira, agosto 25, 2005

 

bs kflip

No comboio, tinha saudades de ouvir uma ou outra música. Ouvi-as quando cheguei a casa e subitamente é como se nunca tivesse saído. A velocidade e eficácia com que o de sempre me absorve é impressionante.
Cada vez mais, quando olho para as comunicações que tenho com outros, sinto vontade de ficar incomunicável. Viajar para uma caverna longínqua. Já não integro este mundo, mesmo.
Não é que seja assim tão difícil manter um blogue actualizado. Há sempre qualquer coisa que podemos dizer. O meu maior problema é a vontade de dizer. O esforço que isso implica, e no fim é inútil.
Decido actualizar quando tenho realmente vontade e as axtualizações vão ser muito menos frequentes, claro. Momentos de silêncio também são muito sinceros.
Fica por aqui. Estou muito incapaz para palavrar tanto.

sábado, agosto 20, 2005

 

Round 2 of algures

Mais uma vez, vou interromper o funcionamento (ultimamente um pouco deficiente) deste sítio. Vou partir numa skate trip algures lá pelo sul do país. Volto lá para quinta feira.
Até lá boas férias.

sexta-feira, agosto 19, 2005

 

Tales of Setúbal

Aqui numas paredes no meu bairro diz "Abaixo a OPRESSÃO! Libertem os presos anarquistas! Prisão é uma forma de OPRESSÃO!".
Bom, primeiro, parabéns a quem escreveu. Não só ficou contentinho com a palavrinha nova que aprendeu, como conseguiu também aprender a escrevê-la bem! Wee! Amendoins para o menino!
Depois fiquei a pensar: "E se..." e acabei a pensar "Gostava de encontrar umas fotos da Angelina Jolie nua na net".
Mas mesmo antes deste ultimo pensamento, tentei imaginar como seria se fosse de facto uma sociedade totalmente anarquista. Imaginei dois anarquistas, ao lado um do outro na rua, à espera de um autocarro. E se eles tiverem objectivos, argumentos, vontades imediatas diferentes? Não sei, talvez andassem à porrada até a vontade de um prevalecer sobre a vontade do outro, pela força. E a vontade do outro seria, portanto... oprimida.

quarta-feira, agosto 17, 2005

 

Lista de invejas

Não sou do tipo de invejar tudo o que vejo, todas as pessoas à minha volta. Sei que cada coisa boa tem o seu quê de mau e aprendi a não invejar algo que é tudo-de-bom porque também aprendi que isso não existe. Deixei de invejar pessoas, no sentido de querer ser como elas são, porque, mais do que todas as coisas do universo, o lado bom e visível das pessoas é apenas uma parte. Como já disse antes, noutro sítio, o melhor das pessoas é não as conhecer.
Mas sou humano, tenho uma pequena lista de coisas que não posso deixar de invejar.
Segue assim:

1. Toda a obra de Vergílio Ferreira;
2. Egon Schiele
3. Uma data de compositores clássicos, nomeadamente Chopin;

e a mais recente entrada,

4. O tipo que mandou 6 sms para o ecrã gigante da TMN durante o festival sudoeste a dizer "SNAP* MATA DUMBL*DOR*".

Senti-me simplesmente ultrapassado.


(Se não se importar com o spoiler, substitua os "*" por "e").

domingo, agosto 14, 2005

 

Princess Mononoke

Acho que adoro todos os filmes de Hayao Miyazaki. Só acho, porque não vi todos (de facto só vi os 3 mais conhecidos) mas a coerência em todos os que vi permite-me arriscar uma dedução. E se há algo que aprecio num artista é a coerência, esta maneira de ser ele próprio em tudo o que faz ao longo do tempo. Mudar é um risco muito grande. Nem sempre é favorável.
Acho todos os filmes de Hayao Miyazaki muito bonitos. Primeiro gosto do típico desenho animado japonês. E depois gosto dos meios retratados. Até aqui, nos 3 filmes que vi, a acção passa-se em ambientes que colocamos automaticamente no passado. Não sei se isto é válido porque é óbvio que a realidade em que as coisas se passam nos filmes não é a mesma que a nossa. É, certamente, menos evoluída mas não é aí que é diferente. Tanto em Princess Mononoke, como em Spirited Away (A Viagem de Chihiro), como no mais recente Howl's Moving Castle a magia, os feiticeiros e os espíritos são coisas banais. Não é aquele tipo de magia à Harry Potter, que eu acho que sofre de uma tremenda falta de encanto e originalidade - é algo com mais classe, algo mais sublime, menos óbvio. Mais inédito e, por tudo isso, com muito mais valor. E muito mais agradável. Resta-me saber se este tipo de ambientes são obra do director Hayao Miyazaki ou são típicos de toda a cena artística japonesa (e neste caso só é novidade para mim porque não sou japonês).
A grande diferença é que, por exemplo, quando vejo um filme de Harry Potter, sinto que tudo se passa numa realidade sem qualquer tipo de regras. A magia é algo que faz o impossível, algo sem limites, sem regras e, consequentemente, sem sentido. Uma das coisas que gosto nos 3 filmes de Hayao Miyazaki que vi, é que, embora a dimensão do mágico me seja totalmente imprevisível e desconhecida, sinto que tudo segue uma certa lógica. Em vez de não haver regras e coerência no mundo mágico, há directivas que eu simplesmente não entendo logo à partida mas que vou absorvendo (às vezes até sem ter uma consciência excessiva disso) ao longo do filme. Há portanto um envolvimento progressivo da minha parte com o filme, o mundo ali apresentado e as regras que o regem.
Resumindo: todo o mundo do filme é coerente. A magia é suposta, é normal. As coisas que achamos estranhas são regras básicas. As leis do mundo mágico são umas quantas e são universais.
E, como já disse, é por causa disto que não sou grande fã de Harry Potter. Não consigo perceber exactamente até onde é que se pode ir fazer o impossível. Até porque conjuga duas realidades diferentes. A normal e aquela onde ele vai à escola e etc. E depois andam a fazer feitiços no mundo normal também... e os feitiços têm nomes tipo wingardium leviosa. Alguém deve ter pensado "Ok, qual é o nome mais ÓBVIO possível para um feitiço que levita coisas, tendo em conta as palavras WING e LEVITATE?". Eu pelo menos teria pensado exactamente em wingardium leviosa.
Bom mas isto não é um post para falar mal de Harry Potter. Conheço pessoas que fariam isso muito melhor que eu. Admito que não li mais que o primeiro livro e que não posso falar muito.
Não sei se os filmes de Hayao Miyazaki me agradam tanto porque são uma espécie de escape ao meu meio envolvente. De facto, as civilizações, sendo menos desenvolvidas, mais rurais, mantêm algo de uma vida mais pura e saudável. Especialmente em Princess Mononoke, em que o respeito pela natureza (como condição para a vida em paz de humanos e animais) é a principal mensagem.
Tudo isto me apaixona. Sim, é possível que ver estes filmes seja um escape do real onde vivo.
Ao acabar de ver Princess Mononoke, veio-me à mente um pensamento que ando a ter nos úlimos dias: o mundo deve ter sido, em tempos, um sítio lindíssimo. Não que hoje ignore a beleza imensa nas várias coisas. Mas vejo-a latejante, como as minhas dores de cabeça. Vejo-a por momentos que reconheço muito valiosos, mas que não deixam de ser momentos quase invisíveis de tão breves serem.
Se tivéssemos, desde sempre, mantido um respeito pela natureza, muitos sentir-se-iam mais motivados para viver. Penso que a vida faria mais sentido se não fossemos tanto um polo de energia negativa e destruição de tudo aquilo que tocamos.

quinta-feira, agosto 11, 2005

 

Palomar

"Assim pensam os pássaros, ou pelo menos assim pensa o senhor Palomar. «Só depois de ter conhecido a superfície das coisas - conclui - nos podemos aventurar a procurar o que está por baixo. Mas a superfície das coisas é inesgotável»."

Italo Calvino, no livro referido no título.

terça-feira, agosto 09, 2005

 

Fest Sud 2005

Estava a pensar em, calmamente, tentar referir todos os vectores importantes do festival sudoeste. Mas depois li uns quantos blogues e photoblogs (essa praga) que falavam da sua experiência no dito evento e apercebi-me que me estou completamente a cagar para o que os outros viveram lá. Se viveram a experiência da vida deles, se foi a melhor semana do verão, se "curtiram bué dos concertos", muito sinceramente, no one cares (sim, com a melodia de Quee-na-na-stonage - ta ta-na-nam, ta ta-na-nam).

Inverti a situação, imaginei que o mesmo aconteceria se eu viesse aqui dissertar sobre a minha apreciação pessoal do festival. Então cortei tudo o que tinha para dizer, à excepção de meia dúzia de frases que, não repetindo tudo o que foi dito por aí, achei relevantes:

  1. Não percebi o objectivo do palco Positive Vibes. Sempre que lá passei, estava lá a mesma banda, a tocar sempre a mesma música, incessantemente, durante os quatro dias. Ou isso, ou eram várias bandas reggae.

  1. Arrependi-me muito de não ter levado a máquina fotográfica. Se me interessam pouco as fotografias dos artistas, certas sanitas eram claramente obras com intenção que mereciam o registo. Composições como as que vi, nas leis do nosso universo, nunca poderiam ser obra do acaso. Perdoem-me a rigidez na opinião, mas ninguém consegue defecar de modo a sujar as paredes sem querer.

  1. Era pré-Humanos: o Camané cantava fado e era foleiro. Era pós-Humanos: Camané é um herói. Com o hit Maria Albertina, consegue o primeiro mosh da sua vida.

  1. Dizem que só em total liberdade o ser humano pode mostrar e viver o seu verdadeiro "eu". Ou seja, a juventude de hoje resume-se a: ganzas, álcool, engates, ganzas, jambés tocados sob o efeito de ganzas, e ganzas fumadas em estado alterado pelo álcool. Porque, livres das restrições parentais, sociais, escolares, não sabem fazer mais nada.

  1. Oasis foi o pior concerto da minha vida.
  1. Devia haver um festival de música clássica. Claro que para o tipo de público interessado nisto, acampar estaria fora de questão. Portanto resumir-se-ia a um conjunto de concertos no CCB ou assim, durante uma série de dias. Por mim não seria mau. O que tem isto a ver com o festival desta semana? Bom, é wishfull thinking, por ter perdido o concerto de Domingos António graças a pura ignorância. Teria sido, provavelmente, um dos meus momentos mais interessante de todos os espectáculos, juntamente com Kasabian e Maxïmo Park.

(Maxïmo Park)


(Sim, o último ponto devia ser o 6. mas não sou deus, e não posso controlar o estranho sistema de numeração do blogger com a minha vontade)

 

E o que é que parece?

Ainda há pó nas minhas narinas. E na minha gargante. De facto é tanto que me chega pouco oxigénio ao cérebro.
Não encontro outra explicação para ter publicado aqui um poema assim do nada. Simplesmente não parece meu.

segunda-feira, agosto 08, 2005

 

Tinha saudades de

Um colchão ortopédico e não ortopédrico (vem de pedras),
respirar ar sem pó, e à temperatura normal,
descansar os pés, as costas e os joelhos,
de tantas horas aos saltos e noites de dormir mal.

Não perder o apetite por causa do calor,
comer comida caseira, barata e decente.
Livrar-me do cheio a suor
Com um banho demorado de água quente.

Vendo bem, os desconfortos,
foram preços suportáveis.
No geral, os últimos dias
foram bastante agradáveis.

Mas por agora deixo isto assim,
não me posso esquecer de descansar.
Venho cá amanha, ou parecido.
Isto claro, se entretanto acordar.

segunda-feira, agosto 01, 2005

 

Vou tirar uns dias. Volto terça feira, de amanhã a oito dias!
Abraços.

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