.

..

sábado, março 12, 2005

 

Ontem

Rufus Wainwright: é um querido. E acho que nem toda a gente ligou muito a isso.
Começando pelo fim, soube muito a pouco e tive pena. Pena que não fosse público para ele, pena que ao longo de todo a (pequena) actuação se tivessem ouvido a conversa de fundo da multidão pouco interessada, pena pela selecção das músicas que não foi a melhor, pena que ele não tivesse falado tanto como na Aula Magna... e mais: tenho pena que ele tenha que levar com um público que maioritariamente não está ali para ele durante o resto da tour. Até tive pena que o palco estivesse tão cheio de instrumentos, tão feio. No fundo, é uma questão de compaixão pelo artista. Não pôde dar tudo o que consegue nem teve a atenção que, enquanto fenómeno admirável, merece. Tive pena.
Tive pena que não tivesse trazido um exército de músicos e instrumentos com ele. Ou isso ou sozinho, pareceu ficar muito a desejar com aquela formação simples de banda comum. E o baterista nem se via. Juro que no início pensei "de onde vem o som da bateria"?
Mas ele é sempre um querido. Fiquei cheio de pena. Soube-me a pouco, e fiquei mesmo cheio de pena. E acho que quem o viu na Aula Magna percebe.

Ah yah e depois foi Keane.











Kidding.
Resumindo Keane: muita pose, mas hey!, parece que isso puxa pelas pessoas - os olhares e o punho no ar e... tudo o resto que ele faz.
Dois dias antes tinha visto um concerto na 2 e achei-o terrivelmente desafinado. De modo que quando ele anunciou a She Has No Time tremi de medo. Felizmente, o som estava altíssimo, alto demais, e não deu para perceber qualquer desafino. O que não quer dizer nada pois hoje, na SIC Radical, no pequeno excerto do concerto que passaram no CC, deu para perceber que os desafinos estiveram lá. Só que muito (e muito bem, consequentemente) abafados pelos décibeis extras que todo o som tinha.
Gostei de ouvir os singles. Ou talvez não, porque depois de ouvir bem o álbum já não sabia bem quais eram os singles e quais não eram. E como as pessoas até sabiam bastantes músicas, qualquer uma delas podia ser um single. Sim, porque pelo início era dificílimo distinguí-las. Nunca num concerto tinha pensado (mais que uma vez, até) "já não tocaram esta?". Mesmo naquelas que ele anunciou como inéditas. Enfim. Isto foi Keane. E apesar de tudo gostei. Teve feeling.
Foi um bom concerto para fechar Rufus Wainwright. :)

Comentários:
« Nunca num concerto tinha pensado (mais que uma vez, até) "já não tocaram esta?" »
sabes...recentemente emprestaram-me o cd, e eu tive a sensação que aquilo estava mal gravado...
 
Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]





<< Página inicial

Arquivos

Junho 2004   Julho 2004   Agosto 2004   Setembro 2004   Outubro 2004   Novembro 2004   Dezembro 2004   Janeiro 2005   Fevereiro 2005   Março 2005   Abril 2005   Maio 2005   Junho 2005   Julho 2005   Agosto 2005   Setembro 2005   Outubro 2005   Novembro 2005   Dezembro 2005   Janeiro 2006   Fevereiro 2006   Março 2006   Abril 2006   Maio 2006   Junho 2006   Julho 2006   Agosto 2006   Setembro 2006   Outubro 2006   Novembro 2006   Dezembro 2006   Janeiro 2007   Fevereiro 2007   Agosto 2007   Dezembro 2007   Janeiro 2008   Fevereiro 2008   Março 2008   Abril 2008   Junho 2008   Julho 2008   Agosto 2008   Janeiro 2009   Janeiro 2012  

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Subscrever Mensagens [Atom]