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terça-feira, setembro 28, 2004

 

Aprendermo-nos

Neste preciso momento lembro-me que a expressão é "definitivamente, um privilégio que eu não justifico".
Lembrei-me ainda que "gostava que as palavras não tivessem qualquer significado, para que eu as pudesse dizer, desregradamente."

De tempos a tempos, tudo o que dizemos se reencontra. Esse encontro encerra a prova, a evidência de quem somos. É um momento em que os fragmentos da nossa expressão (ou, mais directamente, fragmentos de nós próprios) se articulam com sentido e, juntos e relacionados, levam a algo maior que qualquer um deles. Aí aprendemos algo sobre alguém.
Num blog, é uma alegria. Todos os fragmentos de nós próprios estão registados para uma futura comparação, para uma conjugação e uma inferência. Verbalmente, pessoalmente, e ao longo do dia-a-dia, nada disto acontece. Aprender sobre alguém requer uma atenção que nem todos têm.

Comentários:
Uma atenção que não se tem ou que não se pretende dar, para dares precisas de saber receber.
 
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